sábado, 14 de março de 2009

VINHO PERUANO?!


Queridos leitores,
Semana passada estava em Lima e ao jantar num aconchegante restaurante, fiquei surpreso com uma novidade: um vinho malbec-merlot peruano da vinícola Tabernero. O Peru é conhecido por seus famosos e tradicionais Piscos (semelhante a uma grapa porém muito mais potentes) mas como achei interessante, resolví provar:
a) Cor: vermelho cereja claro
b) Nariz: frutas vermelhas (destaque para o morango), cereja em compota e intenso aroma de baunilha
c) Boca: potente, com boa persistência, acidez elevada e final de boca com paladar de café
Não é um vinho equilibrado. Na minha opinião, deixa a desejar.

sexta-feira, 6 de março de 2009

JURADOS DE CONCURSOS SÃO EXPERTS EM VINHOS?


Um pesquisador americano não entendia como as notas eram dadas aos vinhos com tamanha precisão, separadas por centésimos. Assunto que é discutido em todas as conversas sobre a bebida.Robert Hodgson aprontou uma armadilha fantástica, protegido em nome da ciência.

Para provar sua tese de que os concursos e degustações são falhos, ele usou a California State fair, o concurso de vinhos mais antigo dos Estados Unidos para colocar o mesmo vinho por três vezes na mesma degustação às cegas. O resultado foi esmagador entre os cerca de 70 profissionais (produtores, negociantes, críticos, professores de enologia e de viticultores) . Apenas 10% dos jurados deram notas iguais para os mesmos vinhos (o que pode ser perfeitamente uma coincidência) os outros 90% deram notas diferentes para cada amostra. Para piorar, 10% dos jurados deram a medalha de ouro para o mesmo vinho que na mesma degustação avaliaram como medíocre. A verdade é que todos nós sabemos distinguir o bom do ruim, todos sentimos as sensações e percebemos aromas. Basta tentar, conhecer os aromas e provar vinhos de todos os lugares, todas as uvas e de todos os tipos. O vinho é uma bebida riquíssima, não se acanhe e não perca a oportunidade de provar e dar sempre a sua opinião, quem não concordar que discorde.
Excelente matéria do Papo de Vinho!

Casa Valduga apresenta seu brandy V.O.P XV


Meninas e meninos,
Para quem já teve a oportunidade como eu, de degustar este brandy na versão 20 anos lançado ano passado, já antecipa o prazer que sentirá com o novo lançamento.

Estamos dando um salto em qualidade também nos destilados que utilizam a uva como matéria prima, lembrando que para aqueles que alegam não tomar o brandy no verão devido ao alto teor alcoólico, que a própria casa Hennessy que tem um dos melhores e mais conhecidos Cognacs(brandy feito na região do mesmo nome na França), autentica o cubo de gelo na bebida para os que não o dispensam.
Vários barmen criam drinks com gelo e brandy.

Eu, por exemplo, gosto muito do brandy com uma pedra de gelo de tamanho médio e um twist de limão, para aromatizar, e o tomo no verão.
Com vocês o Very Old Pale, por isso a sigla V.O.P da VALDUGA:

A Casa Valduga lança mais uma preciosidade: o Brandy XV. Seguindo o mesmo conceito do Brandy Twenty Years, este novo artigo de luxo da vinícola gaucha é um V.O.P. (Very Old Pale) com envelhecimento de 15 anos em barrica de carvalho E em elegante embalagem para presente. Elaborado com vinho de uvas Trebbiano, este brandy V.O.P teve sua primeira destilação em alambique descontínuo de cobre através de um lento processo de dez horas. Durante a segunda destilação, também lenta, foram separadas ‘cabeça, coração e cauda’ do líquido. O coração, ou néctar, foi armazenado em barricas de carvalho francês durante 15 anos para obter sua maior expressão, resultando neste single barrel delicado e agradável com notas de canela, ameixas secas e figo maduro, de paladar deliciosamente aveludado que é mais uma jóia rara da família Valduga. O cuidado e sutilezas dedicados à elaboração do Brandy XV também foram direcionados a embalagem da bebida, unindo qualidade vitivínifera com identidade visual. A garrafa, quadrada e com rolha natural segue a linha da arte da perfumaria e é envolta elegante cube black box.
Preço médio: R$ 88,00.
A vinícola gaúcha também apresentou aos apreciadores e colecionadores o exclusivo Casa Valduga Twenty Years Brandy. Com garrafas numeradas e assinadas pelo enólogo João Valduga, este brandy descansou por 20 anos em barricas de carvalho francês. O Twenty Years Brandy traz notas de ameixas secas, canela e figo maduro. No paladar é macio e agradável, com nuances de amêndoas e avelãs. Marcante intensidade olfativa lembrando chocolate e baunilha, resultante da maturação em barrica de carvalho.
Preço médio: R$ 308,00.
Casa Valduga telefone: (54) 2105.3122
http://www.casavalduga.com.br/
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão


sábado, 28 de fevereiro de 2009

ENOTURISMO EM CIUDAD REAL - ESPANHA

Que Beleza! Que tentação!

É assim que tudo começa!

Que luxo!
Estimados leitores,
Recebí esta semana um e-mail da Bodegas Arúspide convidando-me para um enoturismo na mesma. Reenvio para vocês o mesmo:
El despertar de los sentidosBodegas Arúspide ha desarrollado nuevas actividades de Enoturismo para dar a conocer los métodos de elaboración de sus excelentes caldos, así como sus instalaciones centenarias. Ademas ofrecemos otro tipo de actividades como celebrar comidas, cenas o reuniones de empresas o familiares disfrutando del mejor ambiente. Y si lo desea tiene la posibilidad de realizar un curso de cata acompañado de un aperitivo.
É uma tentação!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

EXCELENTE LICOR DE TANNAT URUGUAIO


Estimados leitores,
Esta semana nossa confraria degustou um licor de tannat que havia trazido da minha última viagem ao Uruguai. O licor é fabricado pela Bodega Toscanini (não é a Familia Toscannini cujos vinhos não me agradam muito) a partir de uvas tannat bem concentradas e seguindo os processos de elaboração dos Vinhos do Porto. É um vinho que mantém grande parte dos açúcares naturais da uva e é amadurecido em barricas de carvalho americano por 15 meses. Como estamos perto da Páscoa, harmonizamos com diversos creme de chocolate com frutas, Flan de chocalate inglês e uma gelatina de café. Hum! Uma perfeita combinação! Muito bom mesmo! Mais uma vez, irei a presentar minha opinião:

a) cor: violeta muito intensa
b) nariz: aromas de cereja, café, chocolate, frutas negras e vermelhas (“tuti-fruti”) e toque evidente de madeira que evidencia a sua passagem pelo carvalho
c) boca: persistência longa, potente porém muito equilibrado. Redondo e final de boca com tabaco e cerejas.
Com mais um “tempinho na garrafa”, deve ficar melhor ainda! Comprei por U$S 14.00 e valeu cada centavo!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Merlot Reserva da Pizzato é eleito “Brasileiro do Ano” pela Gula

Meninas e meninos,
Nossas vinícolas têm sido apontadas como as que estão dentre as que fazem bons, e muito bons vinhos.
Gosto muito da Pizzato, onde tenho amigos é verdade, mas com a isenção de sempre, posso dizer que os premios e menções que esta vinícola tem recebido é mesmo por mérito.
Agora recebo da minha linda amiga Cristina Bielecki, assessora das mais competentes, este release que passo para vocês.

Um ícone da Pizzato, o Merlot Reserva, conquista o título de vinho “Brasileiro do Ano” pela revista Gula, uma das mais conceituadas publicações na área de gastronomia e enologia. A recente Gula Edição Especial de Vinhos publica uma seleção com 222 melhores vinhos do ano, escolhidos pelos degustadores da revista, muitos dos quais analisados nas provas mensais durante o ano de 2008.

A revista comenta sobre o Pizzato Merlot Reserva 2005 e destaca as notas de degustação: “A vinícola da família Pizzato está completando dez anos de mercado e consolida um trabalho sério e consistente, a começar pelo cuidado no vinhedo. Desde o início se destacou pela qualidade de seu Merlot, pois chamou a atenção de todos com o inesquecível tinto da safra 1999. Repete a dose agora, com o Merlot Reserva 2005, denso na cor púrpura, lembrando nos aromas rapadura, cassis, alcaçus, com notas florais, de tabaco e caramelo. Na boca, é concentrado, untuoso e tem taninos maduros, emoldurados por boa acidez”.

Outras premiações

Premiado com a medalha de Ouro no IV Concurso Internacional de Vinhos, o Pizzato Reserva Merlot 2005 também foi eleito pelo 9º ano consecutivo como melhor vinho ou melhor custo-benefício dos tintos brasileiros pelo jornal Valor Econômico.

Harmonização
O Pizzato Reserva Merlot 2005 acompanha pratos levemente temperados, sendo recomendado também para ser bebido sozinho. Para esta edição do Reserva Merlot, foram elaboradas 29.500 garrafas de 750ml e 8.800 garrafas de 375 ml, todas numeradas, lote único, com Selo de Indicação de Procedência do Vale dos Vinhedos (RS).
PIZZATO Vinhas e Vinhos
http://www.pizzato.net/
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão
http://divinoguia.blogspot.com

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

GRANDE PERDA PARA A VITIVINICULTURA BRASILEIRA


Todos os amantes do vinho lamentam a morte prematura, vítima de infarto agudo aos 56 anos, de Ângelo Salton Neto, importante empresário do setor vitivinícola. Sendo um empreendedor de visão e sempre ligado ao seu trabalho por um romantismo, acreditava na expansão, expressão e diversificação do vinho brasileiro. À frente dos Vinhos Salton, esse engenheiro de um carisma inegável fez de sua companhia um exemplo para quem comanda empresas familiares no país. Partindo de uma marca popular – o Conhaque Presidente -, buscou o refinamento e a perfeição. Hoje seus vinhos e espumantes rivalizam com os melhores produtos internacionais. À familia meus pêsames.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tornar o vinho mais assíduo nas taças brasileiras é fruto de ação conjunta.


Meninas e meninos,

Tornar o vinho mais assíduo nas taças brasileiras é fruto de ação conjunta, e para se criar a cultura de degustarmos vinhos, fico me perguntando se este título leva aos leitores a uma compreensão do que seria ação conjunta, e justamente por isso é que o escolhi.
Esta bebida maravilhosa em seus vários aspectos, desde a “simplicidade” de sua provável descoberta (algum dia, alguém deixou uma quantidade maior de uvas em um recipiente, que com o peso de umas sobre as outras, ocasionou o esmagamento das mesmas, e conseqüente inicio de fermentação das mesmas, que nada mais é do que o processo, rudimentar é claro, da vinificação).
Além deste, temos outros aspectos que nos levam a lembrar do vinho como bebida perfeita. Como exemplo, lembro o aspecto religioso que se lhe é atribuído.
O fácil acompanhamento das mais variadas refeições e gastronomias, já que temos uma grande quantidade de variações de sabores, aromas e graduações alcoólicas dependendo das uvas que o compõem, o que fica demonstrado pela cultura regional nos países mais tradicionais em vinificação.
Por ser uma bebida de teor alcoólico relativamente baixo, pode ser bebido pelos menos resistentes.
Os temos também para as ocasiões onde os doces e frutas estão à mesa, e por aí vai.
E por que então consumimos tão pouco este néctar se for comparado com outras bebidas?
Ou mesmo com o consumo de outros países, lembrando que o velho mundo, berço das colonizações do novo mundo, tem expressivos consumos?
No Brasil, tivemos influência dos portugueses, espanhóis, holandeses, franceses, e mais recentemente dos italianos e alemães, todos oriundos de cultura acostumada à vinificação e consumo de vinhos.
Por que então não assimilamos o hábito de consumo desta bebida?
Bem, creio que por algum tempo, por não termos uma produção suficiente, tanto em quantidade como qualidade, que pudéssemos chamar de vinho, o que nos últimos anos, já não serve de razão.
Gostaria de ver nossos vinhateiros, vinícolas, representantes de importadoras e governos, juntos em uma cruzada que propicie aos neófitos, a chance de conhecer o vinho, de prová-lo às refeições, e assim criar a cultura do conhecimento e a busca pelo aprimoramento.
Tanto tem se falado sobre os efeitos benéficos do consumo moderado do vinho, e pouco se vê de incremento de consumo.
Preços são talvez um obstáculo, mas vemos que os gastos com outras bebidas em muito superam o gasto eventual em uma garrafa de bom vinho.
Quando todos estivermos unidos em propagar a cultura da degustação do vinho, venderemos mais, e assim poderemos ter melhores preços, já que se ganha em escala, e também o salto qualitativo certamente.
Até o próximo brinde!

Álvaro Cézar Galvão