Há um mês
sábado, 31 de outubro de 2009
ENCONTRO PAPO DE VINHO – AGUARDAMOS O PRÓXIMO!
Infelizmente não fui ao encontro Papo de Vinho. Mas li em vários enoblogs e recebi algumas fotos que irei postar. No próximo farei o possível e o impossível para poder estar presente. Parabéns ao Beto Duarte e um brinde aos enófilos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
CHEF CARLOS RIBEIRO E VINHOS CHAVES OLIVEIRA - SABOREANDO A ESPANHA
domingo, 11 de outubro de 2009
DICA INTERESSANTE – PINOT NOIR RESERVA ARGENTINO
Degustamos ontem em nossa confraria um vinho Pinot Noir Reserva 2007 da Bodega Salentein. Localizada em Mendoza-Argentina. Suas uvas provém da região de Tunuyán no Valle de Uco, onde existe o clima ideal para o cultivo da Pinot Noir na Argentina devido a sua altitude. Nossa avaliação:
a) Cor: vermelho cereja claro com bordas em evolução
b) Nariz: aromas de marmelada, frutas vermelhas frescas, eucalipto, fumo, groselha, cereja, tuti-fruti e chocolate ao leite
c) Boca: boa acidez e persistência larga e final de Boca com café
A Pinot Noir não é uma uva que me agrada muito mas gostei do vinho. Não é excelente mas interessante!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
ENCONTRO PAPO DE VINHO – NÃO PERCA!

Certamente teremos mais de 80 vinhos para degustação!
Na última hora a Casa Flora confirmou presença e fechou o evento com 14 importadores:
Anaimport, AOC Vinhos do Brasil, Cantu, Cave Antiga, Cave Jado, Casa Flora, Casa do Porto, Chaves Oliveira, Empório Sório (vinhos da Córsega), Interfood, MMV, Santa Ceia, Tradebanc e Wine Lovers.
Tem ainda o Premium Café Nobile e a Liquicenter (que vai fornecer água mineral).
Na última hora a Casa Flora confirmou presença e fechou o evento com 14 importadores:
Anaimport, AOC Vinhos do Brasil, Cantu, Cave Antiga, Cave Jado, Casa Flora, Casa do Porto, Chaves Oliveira, Empório Sório (vinhos da Córsega), Interfood, MMV, Santa Ceia, Tradebanc e Wine Lovers.
Tem ainda o Premium Café Nobile e a Liquicenter (que vai fornecer água mineral).
sábado, 3 de outubro de 2009
O VINHO “CABEÇA DURA”!
Este vinho TERCOS Sangiovese 2005 (que significa cabeça dura) é produzido em Maipú. Uma esta trazida pelos imigrantes italianos para a Argentina e que se adaptou muito bem a esse especifico terroir de Mendoza. É um vinho muito saboroso, amável e o que mais me impressionou foi a idade e conservação do mesmo. Em degustação, pude notar algumas características:
a) Cor: vermelho ruby intenso com bordas em evolução (alaranjadas)
b) Nariz: muito lacteo, frutado (frutas vermelhas, destacando o morango), toque mentolado
c) Boca: boa acidez, persistência média para baixa, final de boca caramelizado.
Um vinho gostoso ideal para acompanhar massas ao molho pomodoro.
a) Cor: vermelho ruby intenso com bordas em evolução (alaranjadas)
b) Nariz: muito lacteo, frutado (frutas vermelhas, destacando o morango), toque mentolado
c) Boca: boa acidez, persistência média para baixa, final de boca caramelizado.
Um vinho gostoso ideal para acompanhar massas ao molho pomodoro.
Excelente dica para um vinho BONARDA RESERVA
A Viña Santa Maria é situada em San Martin, Mendoza, que tem mais de 50 anos de experiência na industria do vinho. O Forte dessa vinícola é a produção de excelentes vinhos Bonarda, um dos quais degustei em nossa confraria. Irei fazer um pequeno comentário sobre o Viña Santa Maria Bonarda Reserva 2005:
a) Cor: vermelho ruby intenso com bordas violáceas
b) Nariz: apresenta aromas de eucalipto, baunilha, chocolate, uva passa, especiarias
c) Boca: entrada elegante, muito boa acidez (refrescante), boa explosão, final largo com retogosto de tabaco
Resumindo, um vinho muito, muito bom!
a) Cor: vermelho ruby intenso com bordas violáceas
b) Nariz: apresenta aromas de eucalipto, baunilha, chocolate, uva passa, especiarias
c) Boca: entrada elegante, muito boa acidez (refrescante), boa explosão, final largo com retogosto de tabaco
Resumindo, um vinho muito, muito bom!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Morre o mestre Saul Galvão
Meninas e meninos, É com imensa tristeza que devo anunciar que nosso mestre e meu querido primo Saul Galvão(ele só admitiu isto após nosso antepassado Frei Galvão ser canonizado), já se encontra degustando bons vinhos e boa gastronomia no céu.
Aos meus querido amigos Bebel Baeta e Sebastian, aos confrades, ao Brasil todo, é uma grande perda.Segue abaixo o texto na íntegra, do meu amigo Luiz Américo de Camargo do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, pois eu não conseguiria expressar melhor o que foi o Saul para a nossa atividade, do que o fez Luiz Américo.Em 30 anos, foram milhares de restaurantes e vinhos resenhados.Luiz Américo Camargo“Os leitores do Estado e do JT nos últimos trinta anos aprenderam que o vinho e a comida tinham um rosto. Uma feição conhecida, onde se destacava um vasto bigode. Os prazeres da bebida e da gastronomia tinham, em suma, a cara de Saul Galvão.Crítico de restaurantes, culinarista, conhecedor de tintos, brancos, espumantes, Saul Galvão de França Júnior morreu nesta quarta-feira, 9, aos 67 anos, de complicações advindas de um câncer. Ele vinha se tratando há dois anos e, até julho, publicou sua coluna de vinhos no Paladar.Saul nasceu em Jaú - "modéstia à parte", como ele dizia - em 3 de abril de 1942. Veio para São Paulo em 1960 para estudar direito no Largo São Francisco, mas não concluiu o curso. Partiu em busca de um ganha-pão mais imediato: começou a trabalhar como jornalista. Foi contratado pelo Grupo Estado em 1965. Na década de 70, trabalhou nas editorias de Internacional e de Política do Estadão. O Saul da comida, dos vinhos, dos livros, entretanto, já estava se aprontando para entrar em cena.Em 1978, começou então no JT sua trajetória de crítico de restaurantes. Ele entrou no lugar de Paulo Cotrim, um dos precursores desta modalidade de jornalismo em São Paulo. No início, acumulou os temas gastronômicos com as lides políticas (ele era chefe de reportagem da editoria nacional). Mas deu tudo tão certo nas novas atribuições que logo ele trocou de vez a hard news pelo universo dos cardápios e pratos.Nos anos 80, aproveitando as viagens frequentes à França, fez estágios em restaurantes consagrados como Moulin de Mougins e Troisgros. Passou então a exercitar mais intensamente do que nunca os dotes na cozinha. Tanta informação acabou dando origem a seu primeiro livro, Os Prazeres de Mesa (1987). Vários outros viriam, como os Prazeres da Mesa 2 (1995), A Cozinha e seus vinhos (1999) e A Essência do Sabor.Ao mesmo tempo, havia o mundo do vinho. Saul era um dos maiores experts do Brasil, ainda que a erudição jamais tivesse se transformado em afetação. "Ele era de longe o maior conhecedor do país. Mas era uma pessoa simples, cativante, e falava o que pensava. Vai fazer muita falta", lamenta Belarmino Iglesias Filho, dono da rede Rubaiyat.Além da grande sensibilidade como degustador, tinha conhecimentos técnicos e históricos. Em 1992, lançou seu livro mais conhecido nesta área, Tintos e Brancos, referência até hoje para amadores e profissionais. O nome do livro batizava também sua coluna no Estado. "Saul era o jornalista mais querido na área. Sua coluna era a que mais repercutia. Bastava sair um vinho com uma nota alta, o reflexo já aparecia na loja", conta Ciro Lilla, proprietário da importadora Mistral.Nos últimos anos, os leitores se acostumaram aos textos infalivelmente semanais no Paladar, às quintas, e no Guia às sextas. Foram milhares de restaurantes e vinhos resenhados. Saul gostava de descomplicar, de mostrar que a boa mesa não devia ser tratada com esnobismo, mas apenas apetite. A paixão pelos sabores ele transformou em slogan pessoal, não só no jornalismo impresso mas na Rádio Eldorado e em seu blog no estadao.com.br: O negócio é passar bem.
Aos meus querido amigos Bebel Baeta e Sebastian, aos confrades, ao Brasil todo, é uma grande perda.Segue abaixo o texto na íntegra, do meu amigo Luiz Américo de Camargo do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, pois eu não conseguiria expressar melhor o que foi o Saul para a nossa atividade, do que o fez Luiz Américo.Em 30 anos, foram milhares de restaurantes e vinhos resenhados.Luiz Américo Camargo“Os leitores do Estado e do JT nos últimos trinta anos aprenderam que o vinho e a comida tinham um rosto. Uma feição conhecida, onde se destacava um vasto bigode. Os prazeres da bebida e da gastronomia tinham, em suma, a cara de Saul Galvão.Crítico de restaurantes, culinarista, conhecedor de tintos, brancos, espumantes, Saul Galvão de França Júnior morreu nesta quarta-feira, 9, aos 67 anos, de complicações advindas de um câncer. Ele vinha se tratando há dois anos e, até julho, publicou sua coluna de vinhos no Paladar.Saul nasceu em Jaú - "modéstia à parte", como ele dizia - em 3 de abril de 1942. Veio para São Paulo em 1960 para estudar direito no Largo São Francisco, mas não concluiu o curso. Partiu em busca de um ganha-pão mais imediato: começou a trabalhar como jornalista. Foi contratado pelo Grupo Estado em 1965. Na década de 70, trabalhou nas editorias de Internacional e de Política do Estadão. O Saul da comida, dos vinhos, dos livros, entretanto, já estava se aprontando para entrar em cena.Em 1978, começou então no JT sua trajetória de crítico de restaurantes. Ele entrou no lugar de Paulo Cotrim, um dos precursores desta modalidade de jornalismo em São Paulo. No início, acumulou os temas gastronômicos com as lides políticas (ele era chefe de reportagem da editoria nacional). Mas deu tudo tão certo nas novas atribuições que logo ele trocou de vez a hard news pelo universo dos cardápios e pratos.Nos anos 80, aproveitando as viagens frequentes à França, fez estágios em restaurantes consagrados como Moulin de Mougins e Troisgros. Passou então a exercitar mais intensamente do que nunca os dotes na cozinha. Tanta informação acabou dando origem a seu primeiro livro, Os Prazeres de Mesa (1987). Vários outros viriam, como os Prazeres da Mesa 2 (1995), A Cozinha e seus vinhos (1999) e A Essência do Sabor.Ao mesmo tempo, havia o mundo do vinho. Saul era um dos maiores experts do Brasil, ainda que a erudição jamais tivesse se transformado em afetação. "Ele era de longe o maior conhecedor do país. Mas era uma pessoa simples, cativante, e falava o que pensava. Vai fazer muita falta", lamenta Belarmino Iglesias Filho, dono da rede Rubaiyat.Além da grande sensibilidade como degustador, tinha conhecimentos técnicos e históricos. Em 1992, lançou seu livro mais conhecido nesta área, Tintos e Brancos, referência até hoje para amadores e profissionais. O nome do livro batizava também sua coluna no Estado. "Saul era o jornalista mais querido na área. Sua coluna era a que mais repercutia. Bastava sair um vinho com uma nota alta, o reflexo já aparecia na loja", conta Ciro Lilla, proprietário da importadora Mistral.Nos últimos anos, os leitores se acostumaram aos textos infalivelmente semanais no Paladar, às quintas, e no Guia às sextas. Foram milhares de restaurantes e vinhos resenhados. Saul gostava de descomplicar, de mostrar que a boa mesa não devia ser tratada com esnobismo, mas apenas apetite. A paixão pelos sabores ele transformou em slogan pessoal, não só no jornalismo impresso mas na Rádio Eldorado e em seu blog no estadao.com.br: O negócio é passar bem.
Um dos jornalistas com mais tempo de casa no Estado, por conta da doença ele vinha tornando suas idas ao jornal menos frequentes. Mas chegava sempre com o mesmo estilo: "Cavalheiro!", era sua saudação habitual. Será sempre lembrado na redação pela personalidade expansiva, pelas frases espirituosas. Pela generosidade em dividir um profundo conhecimento com seus colegas. E pelo sincero prazer em apreciar bons pratos e vinhos.”Como ele costumava dizer, na hora de ir embora: "Messieurs et Dammes! On y va".
Até o próximo brinde!
Álvaro Cézar Galvão
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